quarta-feira, setembro 17, 2008

As forças armadas e a nação

Brasília, 09-09-08 - Depois de uma reunião de mais de duas horas, o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, apresentaram, na manhã de hoje, o plano de defesa ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Mangabeira é coordenador do Comitê Ministerial de Formulação da Estratégia Nacional de Defesa, presidido pelo ministro Jobim, e que foi instituído em setembro do ano passado.
Lula ficou entusiasmado com a proposta e pediu a Jobim que convoque reunião do Conselho Nacional de Defesa para dar conhecimento do plano, ouvir novas ponderações e ampliar o debate. Com mais de cem páginas, a Estratégia Nacional de Defesa deve ser lançada nas próximas semanas.

Segue abaixo uma matéria do senhor Roberto Mangabeira Unger a folha de São Paulo do dia 23 de agosto de 2005.

Em hora de desalento, é mais importante do que nunca insistir no resguardo dos instrumentos necessários à construção do futuro nacional. Um deles -quase esquecido- são as Forças Armadas.
O mundo vive paz frágil e inquieta. Não consegue organizar pluralismo de poder militar, econômico e cultural. Retrospectivamente, esse momento de hegemonia americana parecerá breve intervalo entre o antigo antagonismo dos Estados Unidos com a União Soviética e sua rivalidade nova com a China. Travessia cheia de perigos, vastos em dimensão, mas imprevisíveis em suas feições específicas. A anarquia violenta pode irromper de uma maneira ou de outra, em espaços mais amplos ou mais restritos, mais distantes ou mais próximos de nós.
Desenvolver os meios tecnológicos e humanos que nos permitam reagir com o máximo de flexibilidade contra esse caos potencial é a primeira responsabilidade das Forças Armadas hoje.
A segunda responsabilidade é defender nossa soberania desde já. O país desconhece a penetração insidiosa de nossas fronteiras, sobretudo das fronteiras amazônicas, pelo narcotráfico e pelo contrabando. Combinada com os protestos internacionais contra nossa passividade na defesa do ambiente, representa convite aberto à relativização da soberania brasileira. A solução é reafirmar nossa soberania com vigor, não em palavras, mas em atos.
As Forças Armadas capazes de cumprirem essas duas tarefas precisam contar com quadros de elite que desenvolvam tecnologias avançadas livres do controle de empresas multinacionais ou de potências estrangeiras. Só se consolida tal vanguarda quando há circulação flexível entre tecnologias de ponta de uso militar e de uso civil, quando escolas militares viram instituições acadêmicas do mais exigente rigor intelectual, quando se recrutam os futuros oficiais em todos as classes e quando eles são dignificados e bem remunerados. Remunerados de acordo com os padrões da alta classe média profissional.
Não basta, porém, contar com efetivo pequeno e qualificado. Ambas as tarefas exigem também uma base numerosa, capaz de ser penetrada pelos ensinamentos e pelas práticas do núcleo de vanguarda. Base que sirva de ponto de partida para o crescimento rápido dos contingentes quando se deflagrar no mundo uma guerra que não seja apenas local. Base que viabilize a ocupação proveitosa das regiões de fronteira. Entretanto, manter milhões de jovens em armas não faz sentido estratégico ou econômico.
A solução para esse dilema é organizar, ao lado do serviço militar clássico, uma série de serviços de natureza mista -militar, social e ambiental. Dezenas de milhares de jovens que querem prestar o serviço militar para se qualificar são dispensados "por excesso de contingente". Buscam nas Forças Armadas um nivelador republicano de classes sociais e uma fábrica republicana de aptidões pessoais. Tratemos de aproveitá-los e de prepará-los, fazendo deles ao mesmo tempo soldados do conserto da nação, no trabalho social ou ambiental, e reserva, em caso de necessidade, de efetivo militar de grande dimensão.
Insistir no soerguimento, no refinanciamento e na reorganização das Forças Armadas, propondo debate a que todos se furtam, será sinal de seriedade na demarcação de nosso rumo nacional e de reverência pelo papel que o Brasil tem a desempenhar dentro da humanidade.

sábado, agosto 04, 2007

Nuvem enfeita o céu de Santa Catarina


Catarineses ficaram encantados com formato e tamanho da nuvem.
Fenômeno aconteceu na tarde desta sexta-feira.

Uma nuvem cúmulo-nimbo se formou no céu de Florianópolis, em Santa Catarina, durante a tarde desta sexta-feira (3) e encantou os catarinenses. A nuvem impressiona pelo formato, que tem base extremamente horizontal, e pelo tamanho acima do comum. (Foto: Julio Cavalheiro/Diário Catarinense/Agência RBS)

Lei dos EUA pode liberar turista brasileiro de visto



Hoje, cidadãos de 27 países não precisam de visto para entrar nos EUA.
De acordo com jornal, Brasil e outros 11 países podem se candidatar.

Os Estados Unidos podem deixar de exigir visto dos turistas brasileiros. Uma lei assinada pelo presidente George W. Bush na sexta-feira (3) permite que países “amigos dos Estados Unidos” se candidatem ao programa de dispensa de visto, que possibilita a determinados cidadãos permanecerem 90 dias nos EUA, sem necessidade dessa autorização.

De acordo com o "The Wall Street Journal", o Brasil e outros 11 países - Argentina, Chipre, República Tcheca, Estônia, Grécia, Israel, Malta, Eslováquia, Coréia do Sul, Taiwan e Uruguai - podem se candidatar. O porta-voz do serviço consular do Departamento de Estado não quis comentar o assunto, mas afirmou que essa não é uma lista oficial.

Segundo levantamento feito pelo jornal "O Estado de S.Paulo", a lei de “Viagem Segura e Cooperação Antiterrorismo 2007” - parte de um conjunto de leis de segurança nacional aprovadas na sexta-feira - flexibiliza as exigências necessárias para participar do programa de dispensa de visto, como forma de recompensar aliados dos Estados Unidos.

Um dos quesitos examinados é a cooperação do país com o governo norte-americano em “atividades antiterrorismo, compartilhamento de informações e prevenção de viagem de terroristas”. A lei também tem como objetivo “fortalecer relações bilaterais”.

Hoje, cidadãos de 27 países não precisam de visto para entrar nos EUA. Entre essas nações, estão: Áustria, Austrália, Bélgica, Brunei, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Japão, Liechtenstein, Luxemburgo, Mônaco, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Portugal, Cingapura, Eslovênia, Espanha, Suécia, Suíça e Grã-Bretanha.

Novos critérios

A Secretaria de Segurança Nacional e o Departamento de Estado avaliarão se os países adicionais podem entrar no programa, tendo em vista as exigências menores constantes da nova lei. Mas uma dos requisitos é a reciprocidade, ou seja, o Brasil teria de deixar norte-americanos entrarem no país e permanecerem por 90 dias, sem necessidade de visto.

A lei também flexibiliza o requisito de recusa de vistos. Atualmente, apenas países que têm menos de 2% dos candidatos a vistos rejeitados podem fazer parte do programa. Com a nova lei, o limite passa a ser 10% ou uma taxa de cidadãos do país que ultrapassam o tempo de permanência nos EUA permitido por seus vistos - um limite para isso será determinado posteriormente.

Essas novas regras permitiriam a países como Brasil (13,2% dos vistos recusados em 2006 - no caso, enquadraria-se pelo segundo critério), Argentina (7%), Turquia (15,4%) e Eslováquia (16%) participarem do programa americano.

De acordo com a assessoria do Comitê de Segurança Nacional da Câmara, o Departamento de Segurança Nacional e o Departamento de Estado vão avaliar quais serão os novos países com dispensa de visto. Os órgão vão levar em consideração itens que podem não contar pontos para o Brasil, como padrões de segurança nos aeroportos e imigração ilegal.

Exceção

Mesmo se o Brasil for aprovado para o programa, não serão todos os brasileiros que poderão viajar sem visto para os Estados Unidos. Os cidadãos que quiserem participar do programa de dispensa de visto precisarão se inscrever no sistema de autorização eletrônica de viagem e fornecer informações exigidas pelo Departamento de Segurança Nacional, que então determina se a pessoa pode entrar sem visto no país ou não.



sexta-feira, agosto 03, 2007

Recursos da Antártida estão sob ameaça, alerta ONU



Organismos biológicos na Antártida estão sendo "atacados" por exploradores ansiosos em tirar proveito de suas propriedades naturais únicas, alertou a Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo a Universidade da ONU, os extremófilos, criaturas adaptadas à vida no Pólo Sul, estão sendo cruelmente caçadas no que se pode chamar de uma "nova corrida do ouro".

Uma procura regulamentada poderia levar a descobertas de novas drogas e aplicações comerciais, diz a ONU.

De acordo com a organização, o atual Tratado da Antártida não pode regulamentar adequadamente as possíveis conseqüências para a região.

Evolução

O relatório da Universidade da ONU, O Regime Internacional para Bioexploração: Atuais Políticas e Assuntos Emergentes para a Antártida, foi publicado pelo Instituto de Estudos Avançados, baseado em Tóquio, no Japão.

A publicação é feita uma semana antes da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, que será realizada em 9 de fevereiro, em Kuala Lumpur, na Malásia.

O estudo diz que exploradores estão agora olhando para orifícios hidrotermais, no fundo do mar, e para a cobertura de gelo polar na procura pelos organismos promissores.

Os extremófilos, que residem nessas remotas fronteiras, evoluíram para sobreviver em condições frias, secas e salgadas – aí estariam os seus valiosos segredos.

Utilidade

O relatório afirma que a procura para desvendar esse segredo poderia ser uma repetição da caçada ao ouro, feita no século 19, e uma corrida para patentear tratamentos de câncer, antibióticos e produtos industriais.

"A exploração biológica de extremófilos já está ocorrendo e certamente deve se acelerar na Antártida e nos oceanos do Pólo Sul", disse A.H. Zakri, diretor do Instituto de Estudos Avançados.

"Esse relatório sugere que esforços para explorar essa nova fronteira estão ameaçando ultrapassar a capacidade nacional e internacional da lei para regulamentar a posse de materiais genéticos, o registro de patentes e as potenciais consequências para o meio ambiente no recolhimento desses recursos."

Uma descoberta promissora é a glicoproteína que previne que os peixes na Antártida congelem.

Isso poderia ajudar a estender o prazo de validade de comida congelada, aperfeiçoar cirurgias e transplantes de tecidos e tornar plantas mais tolerantes a baixas temperaturas.

O estudo relata que a bioexploração tem sido feita por consórcios públicos e privados, como universidades e companhias farmacêuticas.

"Isso torna difícil traçar uma linha clara entre a pesquisa científica e as atividades comerciais", diz o relatório.


Meio Ambiente

A Secretaria de Coordenação da Amazônia


A Secretaria de Coordenação da Amazônia foi criada junto com o Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal, em 1993, com o objetivo de implementar as políticas difundidas por esse Ministério para a Região Amazônica e exercer as atividades de secretaria-executiva do Conselho Nacional da Amazônia Legal - CONAMAZ, presidido pelo Presidente da República e composto por todos os Ministros e Governadores dos 9 estados da Amazônia Legal.

A reforma administrativa de 1999 deu novo nome ao MMA e manteve a SCA como uma de suas cinco secretarias. A Secretaria da Amazônia tem suas ações voltadas para reverter a degradação ambiental da região, valorizando alternativas produtivas e novas tecnologias, que geram renda e asseguram melhores condições de vida para a sociedade regional implicando em menores impactos ambientais. Essas atividades fundamentam-se em uma conscientização cada vez maior da importância dos princípios do desenvolvimento sustentável.

Do ponto de vista dos instrumentos e meios para apoiar essas idéias, ressalta-se a linha de programas e projetos em execução pela Secretaria de Coordenação da Amazônia. Sua atuação se dá por meio de dois programas: Gestão Ambiental; Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil - Programa Piloto.

Uma das iniciativas mais importantes da Secretaria foi a união dos governos federal e estaduais, setores produtivos e a sociedade da Amazônia para o estabelecimento de um pacto em torno de alternativas ao desmatamento, as chamadas Agendas Positivas estaduais e regionais, resultantes de negociações iniciadas em 1999. Elas oferecem uma estratégia democrática de sustentabilidade para a Amazônia em que o meio ambiente deixa de ser percebido apenas como restrição e passa a contribuir para a construção de um programa de desenvolvimento sustentável para a região.


DENSENVOLVMENTO SUSTENTAVEL



Desenvolvimento Sustentável, segundo a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD) da Organização das Nações Unidas, é aquele que atende às necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades.

A idéia deriva do conceito de ecodesenvolvimento, proposto nos anos 1970 por Maurice Strong e Ignacy Sachs, durante a Primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Estocolmo, 1972), a qual deu origem ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - PNUMA.

Em 1987, a CMMAD, presidida pela Primeira-Ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, adotou o conceito de Desenvolvimento Sustentável em seu relatório Our Common FutureRelatório Brundtland. (Nosso futuro comum), também conhecido como

O conceito foi definitivamente incorporado como um princípio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Cúpula da Terra de 1992 - Eco-92, no Rio de Janeiro. O Desenvolvimento Sustentável busca o equilíbrio entre proteção ambiental e desenvolvimento econômico e serviu como base para a formulação da Agenda 21, com a qual mais de 170 países se comprometeram, por ocasião da Conferência. Trata-se de um abrangente conjunto de metas para a criação de um mundo, enfim, equilibrado.

Wikiquote
O Wikiquote tem uma coleção de citações de ou sobre: Desenvolvimento sustentável.

A Declaração de Política de 2002, da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em Joanesburgo, afirma que o Desenvolvimento Sustentável é construído sobre “três pilares interdependentes e mutuamente sustentadores” — desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e proteção ambiental. Esse paradigma reconhece a complexidade e o interrelacionamento de questões críticas como pobreza, desperdício, degradação ambiental, decadência urbana, crescimento populacional, igualdade de gêneros, saúde, conflito e violência aos direitos humanos. O PII (Projeto de Implementação Internacional) apresenta quatro elementos principais do Desenvolvimento Sustentável — sociedade, ambiente, economia e cultura.

  • Sociedade: uma compreensão das instituições sociais e seu papel na transformação e no desenvolvimento.
  • Ambiente: a conscientização da fragilidade do ambiente físico e os efeitos sobre a atividade humana e as decisões.
  • Economia: sensibilidade aos limites e ao potencial do crescimento econômico e seu impacto na sociedade e no ambiente, com o comprometimento de reavaliar os níveis de consumo pessoais e da sociedade.
  • Cultura: é geralmente omitido como parte do DS (Desenvolvimento Sustentável). Entretanto, valores, diversidade, conhecimento, línguas e visões de mundo associados à cultura formam um dos pilares do DS e uma das bases da EDS (Educação para o Desenvolvimento

Sustentabilidade e educação corporativa

Irani Varella

Não há empresas sustentavelmente competitiva em sociedades não-sustentáveis. Estes aspectos estão interligados e há necessidade de focar a produção de bens como uma atividade cujo processo perpassa sempre por toda a sociedade. A produção de qualquer produto ou serviço passa, necessariamente, pela produção, fiscalização, normatização, legislação e regulamentação, ou seja, envolve o primeiro, segundo e o terceiro setor.

Ao mesmo tempo em que a educação básica é fator essencial para o desenvolvimento sustentável de qualquer país, a educação corporativa é um instrumento útil e necessário para toda empresa que busca a sustentabilidade e sua integração com a sociedade. Além de estimular o desenvolvimento profissional do trabalhador e a própria profissionalização, a educação corporativa torna-se um diferencial competitivo ao aumentar o nível de aprendizado, capacitação, atualização e o conhecimento de ponta dentro da organização.

Hoje ninguém duvida de que as empresas são o grande agente de transformação da sociedade. As organizações, assim como seus gestores, devem ter uma compreensão clara de que a capacitação também passa pela valorização das pessoas, um dos Fundamentos da Excelência em gestão, disseminado pela Fundação Nacional da Qualidade e seguido por diversas organizações líderes.

Justamente por esse motivo, deve ser amplo o questionamento de como será sua atuação no que se refere à capacitação na educação corporativa, e também de que modo e com quais características esta deve ser elaborada e praticada.

Uma reflexão mais profunda sobre o assunto leva à conclusão de que a educação corporativa deve ser, antes de tudo, autônoma, complementar e específica. Autônoma porque ela não pode estar sujeita à interferência de nenhum agente externo, especialmente do governo. A ação pública deve existir, sim, mas no sentido de estimular que o aprendizado aconteça, mediante a dedução dos investimentos feitos na formação da força de trabalho.

Além de autônoma, a educação corporativa também deve ser complementar. Em primeiro lugar, a organização tem de identificar as lacunas na formação de sua própria força de trabalho, e em seguida atuar para que elas sejam corrigidas e supridas, complementando o que for necessário. Para isso, o melhor é buscar nas instituições privadas ou públicas os cursos que contribuam para a minimização das falhas identificadas na formação de sua equipe de trabalho, sejam estas de ordem técnica, social ou psicológica. E nada impede que a empresa procure fazer ela mesma sua própria capacitação, com a ajuda de especialistas nas áreas necessárias.

A especificidade é outra característica de muita importância quando se trata de educação corporativa. Para funcionar de verdade, ela tem de atender às necessidades específicas da empresa, tomando por base, na elaboração de seu conteúdo curricular, a cultura da organização e a vivência técnica e social experimentada pelas pessoas que compõem a equipe. Vale lembrar que o “fazer” de cada indivíduo dentro da companhia enriquece muito a definição e o sucesso de todo o processo.

No que se refere a conteúdo, o desenvolvimento de gestão empresarial e o desenvolvimento técnico-operacional são temas fundamentais da educação corporativa. É preciso ter em mente que “gestão” inclui uma multiplicidade de aspectos – sociais, vivenciais, psicológicos, antropológicos e filosóficos, bem como o desenvolvimento e a aplicação de instrumentos que auxiliem a atividade empresarial. Por outro lado, a questão técnico-operacional enfoca os processos de produção e de suporte das atividades da organização. Logicamente, todos os assuntos abordados devem estar presentes desde a sala de aula até o treinamento no local de trabalho.

Não é demais enfatizar que a educação corporativa constitui, assim como a educação básica, um fator fundamental para a sustentabilidade das organizações e da sociedade como um todo. Ambas, afinal, contribuem para suportar a produção de bens e serviços de uma nação.

Nesse contexto, a política industrial do país torna-se um referencial importante, porque é ela que estabelece prioridades e delineia ações para todos os setores produtivos na busca do desenvolvimento. Ao contribuir para a sustentabilidade econômica, essa política deve orientar não apenas para que se alcance o estado da arte tecnológico, mas também para que exista uma maior participação de todos os setores da sociedade que trabalham para o desenvolvimento da nação.

É indispensável, portanto, que a atuação governamental favoreça melhorias na educação básica do país e permita que o setor produtivo estabeleça, de modo autônomo, a educação corporativa em seu ambiente de trabalho; e que, como foi dito, que esta seja complementar e específica às necessidades de cada empresa.

Quanto mais completa for a educação básica presente em uma nação, maior a disponibilidade das organizações em investir na educação corporativa, o que certamente contribui para aumentar a competitividade de um país e melhorar a qualidade de vida de sua população.


Irani Varella é membro da comissão de supervisão da FNQ – Fundação Nacional da Qualidade e gerente executivo de desenvolvimento do sistema de gestão da Petrobras.

Semana Nacional do Voluntariado

Entre os dias 27 de agosto e 2 de setembro será realizada a Semana Nacional do Voluntariado, em comemoração ao Dia Nacional do Voluntariado, que acontece no dia 28 de agosto. Para celebrar a data, o Instituto Vivo e o Programa Vivo Voluntário promovem um evento que pretende mobilizar e sensibilizar colaboradores da Vivo, parentes e amigos para a causa da pessoa com deficiência visual.

Para isso, serão organizados dias de atividades voluntárias nas instituições parceiras do Programa Vivo Voluntário, com o intuito de melhorar o atendimento, sensibilizar colaboradores parentes e amigos para a causa, além de incentivar o trabalho voluntário e a inclusão social.

A Vivo, por meio do Instituto Vivo, disponibilizará uma verba para despesas com transporte e alimentação. Além disso, serão confeccionadas camisetas e banners especialmente para o evento.

O Portal Vivo Voluntário será um importante meio de comunicação entre todos os voluntários durante a Semana Nacional do Voluntariado e também para avaliação dos resultados. Não perca tempo! Crie agora mesmo uma ação em seu estado e convide outros voluntários para participarem. Não esqueça de associá-la a ação “Semana Nacional do Voluntariado” do Instituto Vivo!

Clique aqui e saiba o qual será a ação do seu estado.

Qualquer dúvida ou pergunta, Fale Conosco.

quinta-feira, agosto 02, 2007

Expedição russa finca bandeira no fundo do Ártico


Membros de uma expedição russa realizaram nesta quinta-feira um feito inédito ao alcançar, a bordo de dois minissubmarinos, o fundo do Oceano Ártico, a 4,2 km de profundidade.

Os exploradores fincaram no local uma bandeira russa de titânio e depois retornaram com segurança à superfície.

O líder da missão, o parlamentar russo Artur Chilingarov, disse à agência russa Itar-Tass que o seu minissubmarino fez um pouso tranqüilo no chão na superfície do mar.

"O chão amarelado está ao redor de nós, não há nenhuma criatura marinha à vista", disse Chilingarov.

Riquezas minerais

A expedição foi lançada na semana passada com o objetivo de buscar indícios geológicos que sustentem a reivindicação russa sobre uma vasta área do Ártico.

Acredita-se que o leito tenha depósitos de petróleo, gás natural e outras reservas minerais.

Além de estudar a geologia do Ártico, os cientistas também iriam coletar amostras da fauna e da flora da região.

O retorno à superfície dos dois minissubmarinos, MIR-I e MIR-2, era considerado a parte mais difícil da missão porque os pilotos precisam voltar exatamente ao ponto de partida ou podem ficar presos em baixo do gelo.

"Esta é uma missão arriscada e heróica", disse Sergei Balyasnikov, um porta-voz do Instituto Ártico e Antártico da Rússia, à agência russa RIA-Novosti. "É um feito importante para que a Rússia demonstre seu potencial no Ártico."

"Show"

O Canadá – um dos países que pleiteiam parte do território do Ártico, junto com a Rússia – criticou a expedição ao dizer que a aventura russa não foi mais do que um show.

"Não há ameaça à soberania canadense no Ártico. Não estamos, de forma alguma, preocupados com esta missão. Basicamente, é só um show da Rússia", disse o Ministro das Relações Exteriores canadense, Peter MacKay, em uma entrevista transmitida em um canal de televisão do país.

Uma convenção internacional estabelece uma área de exploração econômica do Ártico de até 200 milhas náuticas (cerca de 370 km) para países que fazem fronteira com a região, a partir do território do país.

Esse limite às vezes pode ser expandido, mas, para isso, o país interessado precisa provar que a estrutura geológica da plataforma oceânica é a mesma de seu território.

Moscou argumentou perante uma comissão da ONU em 2001 que uma estrutura geográfica submarina do Ártico, chamada de Cordilheira de Lomonosov, é uma extensão geológica do seu território continental.

A ONU ainda não anunciou uma decisão definitiva sobre o assunto.

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